Janeiro trouxe movimentações relevantes nos resultados de busca do Google, gerando dúvidas, análises e muita discussão entre profissionais de SEO. Embora não tenha havido um anúncio oficial robusto com nome próprio, como um Core Update formal, os sinais observados ao longo do mês indicam que o Google deu continuidade e profundidade aos ajustes iniciados na core update de dezembro de 2025.
Na prática, o que vimos foi um cenário de volatilidade real, com alterações significativas de ranking, indexação e desempenho orgânico em diversos segmentos. Para empresas e marcas que dependem do tráfego orgânico, entender esse movimento deixou de ser opcional.
Na Agência Multlinks, acompanhamos essas mudanças de perto, cruzando dados técnicos, comportamento de usuários e tendências globais de SEO para oferecer estratégias alinhadas à nova lógica do algoritmo.
Não foi um update “nomeado”, mas foi um update real
Ferramentas de monitoramento algorítmico mostraram sinais mistos durante janeiro. Em alguns momentos, os gráficos indicavam relativa estabilidade. No entanto, a percepção prática de webmasters, especialistas em SEO e gestores de tráfego foi clara: houve mudanças reais e contínuas.
Isso reforça uma tendência que o Google vem adotando: atualizações menos “pontuais” e mais distribuídas ao longo do tempo. Em vez de grandes anúncios isolados, o algoritmo passa a evoluir de forma quase constante, especialmente quando falamos de sistemas baseados em inteligência artificial e semântica.
A evolução do algoritmo em direção à inteligência contextual
O ponto central dessa atualização não está em uma regra nova isolada, mas na consolidação de sinais que já vinham sendo priorizados ao longo de 2025. O Google está cada vez mais eficiente em interpretar contexto, intenção e significado real das consultas.
Isso muda completamente a forma como o SEO precisa ser pensado. Estratégias mecânicas, focadas apenas em repetição de palavras-chave ou otimizações superficiais, perdem força. Em contrapartida, ganha espaço uma abordagem mais estratégica, técnica e editorial — exatamente onde o SEO técnico e o SEO para IA se encontram.

1. Conteúdo de alta qualidade passou a ser ainda mais decisivo
O algoritmo agora valoriza com mais rigor conteúdos que realmente resolvem a dúvida do usuário. Não basta “falar sobre o assunto”; é preciso aprofundar, contextualizar e demonstrar domínio real.
Conteúdos rasos, genéricos, repetitivos ou criados apenas para cumprir volume de publicação tendem a perder visibilidade. Já materiais bem estruturados, com explicações claras, exemplos práticos e linguagem natural, se destacam.
Na Multlinks, esse princípio orienta toda a nossa produção de conteúdo SEO: criar materiais que façam sentido para pessoas e, ao mesmo tempo, sejam perfeitamente compreendidos pelos algoritmos.
2. Autoridade temática supera páginas isoladas
Outro ponto relevante dessa atualização é a forma como o Google avalia autoridade. O foco deixa de estar apenas em páginas individuais bem otimizadas e passa para a autoridade temática do site como um todo.
Isso envolve:
- Clusters de conteúdo bem estruturados
- Links internos estratégicos
- Profundidade e coerência temática
- Consistência editorial ao longo do tempo
Sites que demonstram domínio completo sobre determinado assunto tendem a ganhar mais confiança algorítmica. Esse é um dos pilares do SEO técnico moderno e uma das estratégias mais aplicadas pela Multlinks em projetos de médio e longo prazo.
3. Experiência do usuário se tornou um fator ainda mais forte
Engajamento deixou de ser um sinal complementar e passou a ter papel central. Métricas como tempo de permanência, profundidade de leitura, facilidade de navegação e clareza da informação influenciam diretamente a performance orgânica.
Isso reforça que SEO não pode mais ser tratado de forma isolada. Design, performance do site, UX, arquitetura da informação e conteúdo caminham juntos. Um site tecnicamente bem otimizado, mas difícil de usar, perde competitividade.
4. Semântica e intenção acima de palavras-chave
Com o uso cada vez mais avançado de modelos de linguagem e inteligência artificial, o Google entende não apenas o termo pesquisado, mas o que o usuário realmente quer dizer.
Isso reduz drasticamente a eficácia de otimizações artificiais, como excesso de palavras-chave ou textos forçados. O foco agora está em entidades, relações semânticas e contexto.
É aqui que estratégias de SEO para IA e GEO (Generative Engine Optimization) começam a se tornar essenciais e não mais tendência futura.
5. Conteúdo gerado por IA: o problema não é a tecnologia, é a qualidade
Um ponto que merece destaque é a posição do Google em relação ao conteúdo gerado por inteligência artificial. A atualização deixa claro que a IA, por si só, não é penalizada.
O que está sendo filtrado com mais rigor são conteúdos automáticos, genéricos, sem revisão humana e sem valor real para o usuário.
Conteúdos criados com apoio de IA, mas com supervisão editorial, experiência prática e curadoria humana, tendem a performar bem. A diferença está no critério, não na ferramenta.
O que essa atualização ensina sobre o futuro do SEO
A atualização de janeiro reforça uma mensagem clara: o SEO está cada vez mais estratégico, menos mecânico e profundamente conectado à experiência real do usuário.
Empresas que desejam crescer de forma sustentável precisam investir em:
- SEO técnico sólido
- Conteúdo profundo e confiável
- Autoridade temática consistente
- Experiência do usuário otimizada
- Estratégias alinhadas à IA e à semântica
Na Multlinks, encaramos essas mudanças não como obstáculos, mas como oportunidades. Atualizações algorítmicas favorecem quem trabalha com método, análise e visão de longo prazo.
Adaptação não é opcional
Mesmo sem um anúncio oficial, a atualização de janeiro deixou impactos claros. Ignorar esse movimento significa correr o risco de perder relevância nos próximos meses.
O SEO em 2026 exige leitura de contexto, domínio técnico e capacidade de adaptação contínua. E é exatamente nesse cenário que estratégias bem estruturadas fazem a diferença.
Se o seu site sentiu oscilações ou se você deseja se antecipar às próximas evoluções do algoritmo, este é o momento de revisar sua estratégia com profundidade.

